Este blog…
Sou consultor em sustentabilidade desde não sei quando, até porque é difícil estabelecer uma data de corte na medida que a atividade de consultoria, na qual estou há mais de 20 anos, não é tão linear em termos temáticos. Entretanto, confesso que desde 2003 a frequencia de projetos ligados ao tema tem sido minha vida profissional cotidiana.
Iniciei nesse terreno por conta própria: quando ainda sócio da APEL GESTÃO DE PROJETOS, (da qual continuo como sócio e principal conselheiro), dei meus primeiros passos no campo do investimento social privado. Àquela época, recém concluindo uma terceira graduação (em Ciências Sociais), estava eu às voltas com um mestrado em formação étnica do povo brasileiro, quando me embrenhei pelo Brasil para compreender a realidade quilombola. Daí surgiu uma primeira conexão entre nossa empresa e o tema, quando conduzimos com recursos próprios e ao longo de 4 anos uma parceria com as comunidades quilombolas do Amapá e com o apoio de articulação da Fundação Avina.
Isso coincidiu com a vitória do PT em 2003, quando o Presidente Lula deu início ao Programa Fome Zero, e pelo lado da Febraban fomos contratados para gerenciar a aplicação de alguns milhões de reais alocados pelos bancos no semi-árido, no Programa 1 Milhão de Cisternas. Nessa iniciativa conheci o Oded Grajew, à época Presidente do Instituto Ethos e iniciamos uma parceria de trabalho pró-bono por 3 anos, no campo do planejamento estratégico do Instituto. Esse foi um período em que atendemos pro-bono a mais de 20 ONGs e com isso tivemos uma boa experiência na relação empresas e terceiro setor.
O tempo foi passando e fui novamente puxado à minha origem, que é planejamento estratégico. Fomos então contratados por bancos brasileiros, indústrias e serviços para ajudá-los a “pensar” a sustentabilidade de seus negócios porém mantendo o viés econômico em evidência e em paralelo ao ambiental e social. Em 2009, a carteira de projetos da APEL estava bastante balanceada entre os projetos tradicionais que fazia e novos projetos de sustentabilidade, quando então decimos separar estas duas atividades, dando origem à Gestão Origami, empresa onde atuo praticamente durante todo o meu tempo disponível no campo profissional atualmente.
Em relação a este blog, não há grandes pretensões. Não espero que ele seja repleto de textos diários ou de alta frequencia, até porque não vivo do jornalismo (os quais sim, tem essa responsabilidade), mas ao contrário, postarei na medida em que tiver algo de conteúdo a dizer. Desde quando comecei a postar, em 2010, o retorno tem sido positivo, pois tenho recebido feed-backs de todos os cantos: universidades, empresas, simpatizantes.
Espero que goste.
Aerton Paiva
aerton.paiva@gestaoorigami.com.br
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Aerton e equipe,
Escrevo para dar os parabéns pelo livro Sustentabilidade: O Futuro no Presente.
A coletânea de textos ficou muito boa.
Depois de ler o livro passei a acompanhar o blog, ele contém informações que são difíceis de encontrar na internet, afinal sustentabilidade não é um assunto fácil e muitas vezes nos deparamos com textos mal elaborados ou sem embasamento adequado.
Bruna
Com 3 meses de atraso venho aqui lhe agradecer. Espero que continue acompanhando, pois todo início de ano é o momento em que o ano anterior é finalmente processado e transformado em reflexões, aprendizados e traduzidos sob a forma de posts.
Desculpe a demora em responder, mas só agora comecei a colocar o blog em dia…
Super abraço