Archive for the ‘Agenda estratégica’ Category
Chega de só falar
As vezes sinto que algo me incomoda muito no discurso da sustentabilidade aqui no Brasil. Sempre os mesmos interlocutores, sempre os mesmos protagonistas, as mesmas empresas, as mesmas entidades. E o pior: o mesmo discurso.
Nos últimos 10 anos o viés de resultado tem sido relativamente o mesmo: pactos, protocolos, códigos, regras, guias, pesquisas. Um certo “panfletarismo” em excesso e sem fim. Além dessas, outras abordagens propondo reflexões transcendentais, felicidade como alvo, bucolismo rural como resposta à urbanização desenfreada, o romantismo de uma humanidade que nunca existiu e de certo não haverá de existir tão cedo. Read the rest of this entry »
Engolindo sapos
Uma recente matéria do Wall Street Journal ilustra muito dos desafios que temos pela frente. O tema em tela foi a queda de participação de mercado da gigante Pepsico em períodos recentes.
PERFORMANCE COM PROPÓSITO
A Pepsico adotou o enfático posicionamento global de sustentabilidade “Performance com Propósito”, no qual posiciona claramente a estratégia da empresa em produtos “good for you” em oposição aos produtos “fun for you”. Em termos práticos, trata-se de uma revisão do portfolio de produtos visando torná-los mais saudáveis. Isso resulta em redução de sal, gordura trans, açúcar, inserindo frutas e sementes das mais variadas no cardápio. E mais, buscando o desenvolvimento de produtos para a base da pirâmide em função das necessidades nutricionais regionais. No tocante à cadeia de produção e consumo, lançou uma política agrícola de sustentabilidade para nortear o modelo de produção de seus fornecedores e está fortemente empenhada na outra ponta: embalagens.
Em um contexto planetário onde a saúde humana mais e mais é foco de mudanças da hábitos de consumo, nada mais natural do que rever o portfolio de produtos visando atender tais tendências. Considerando-se que nenhuma mudança ocorre em pouco espaço de tempo, pois o ciclo de desenvolvimento de novas tecnologias é naturalmente longo, antecipação é fundamental. Na ponta produtora, e empresa simplesmente antevê as fortes pressões que passará o modelo de produção agrícola com o crescimento populacional e na ponta do pós-consumo (vide relatórios da FAO) toda a questão do lixo (embalagens). Read the rest of this entry »
GRI G4 – Quando menos pode ser mais.
Foi anunciado em 03/05/2011 o início do processo de elaboração da nova geração de relatórios de sustentabilidade, o GRI G4 (quarta geração). A expectativa é que esteja liberado para o final de 2012, destacando como um dos desafios sua harmonização com outros instrumentos de disclosure e com o aumento da transparência e comparabilidade. Read the rest of this entry »
Triggers: gatilhos em prol da sustentabilidade
Existem fatos que me chamam à atenção não pelo que são, mas por como se dão. A situação em curso no Egito, onde o regime está em jogo, não teve seu início nele e tampouco se esgotará nele, alastrando-se a outros países da região como as notícias apontam. O processo teve o início, um “trigger”, com um jovem vendedor de frutas ateando fogo ao seu próprio corpo por ter sido continuamente roubado e humilhado por policiais na Tunísia.
A partir deste ponto, protestos tomam conta do país, espalham-se para outros países, invadem as redes sociais, levam milhões de pessoas à rua, movimenta a imprensa no mundo todo, aciona líderes das principais nações a se posicionarem e daí por diante precisamos esperar pois os desdobramentos ainda não terminaram. Certamente, sejam quais forem, é consenso entre os analistas que este evento marca um momento importante para a história mundial. Read the rest of this entry »
Olhando adiante: o ano é 2050
É frequente discutirmos sobre o “longo prazo” na sustentabilidade. Não que o desenvolvimento de uma agenda de sustentabilidade pressuponha uma clara visão de futuro, até porque muitas das medidas já respondem a questões do presente.
Todavia, quando somos chamados a auxiliar as organizações no desenvolvimento de suas Agendas Estratégicas de Sustentabilidade, tendemos a lidar com maior intensidade nas questões de longo prazo.
Entretanto, qual é horizonte de tempo (em anos) que um alto executivo está disposto a colocar em seu radar de análise ? Se colocássemos, por exemplo, o ano de 2050 como alvo para compreendermos os desafios futuros da sociedade e, consequentemente, dos negócios da empresa nesse contexto, teríamos como atrair a atenção das liderança ? Read the rest of this entry »
Nossa miopia
Nos últimos meses estive completamente tomado com estudos setoriais de sustentabilidade encomendado por um de nossos clientes do sistema financeiro. Trata-se de um asset manager de relevada expressão no Brasil e que é signatário dos Princípios do Investimento Responsável e, para fazer valer seu compromisso voluntário, encomendou à Origami que estudássemos diversas empresas de capital aberto no país e no exterior, visando fornecer a seus analistas os elementos de como compreender estas operações à luz da sustentabilidade. Read the rest of this entry »
Atratividade de negócio ou de idéias ?
Pois é. Já se vai tempo desde o meu último post, de julho deste ano. Estamos praticamente entrando em novembro e eis que apareço aqui novamente. Mas tem uma explicação: como consultor, chega uma época do ano (essa, em especial) em que tempo é um recurso escasso. Ao mesmo tempo, a intensidade da profissão nesta época é uma fonte de novas informações, aprendizados e para o revigoramento das opiniões acerca da sustentabilidade e seus desafios.
Neste meu período de ausência do blog estive (estou ainda) envolvido em projetos muito interessantes, em sua maioria por demais desafiadores. Um deles em especial, que tem nos levado na Origami a estudar em profundidade diversos setores da economia e as principais empresas de capital aberto do país no campo da sustentabilidade, tem nos colocado diante de situações que certamente renderão muitos posts nos próximos meses.
Mas a questão que eu quero trazer hoje é essa: estamos realmente dispostos a inovar ou não ? Read the rest of this entry »
De playground reformados a lixeiras sonoras
Hoje meu post é curto, dado que seu conteúdo pode ser conferido na edição de julho/2010 da Revista Página 22, da FGV, cuja entrevista concedi à jornalista Amália Safatle.
Confira aqui.
Triple bottom line ?
Está com dificuldade de fazer a sustentabilidade começar a fazer parte da estratégia da empresa ?
Tem sentido que está cada vez mais difícil conseguir horário para falar com as pessoas sobre sustentabilidade ?
Tem ouvido com freqüência que as ações acordadas não decolam porque não estavam nas metas ?
Pois é… bem vindo ao mundo pragmático. Tem como sair dessa ? Tem.
Partes ? Interessadas ?
Quantas vezes já lhe perguntaram, ou até mesmo você tenha se perguntado, o quanto a sustentabilidade pode ser boa para o negócio ? Quantas vezes você apresentou casos de empresas que foram bem sucedidas com suas estratégias de sustentabilidade, mas alguém de sua empresa comentou: “aqui é diferente” ? A sustentabilidade é, por essência, a arte de entender e considerar o “outro”. Mas o outro, é outra história ! Read the rest of this entry »
Afinal, do que estávamos falando ?
Fundação Dom Cabral libera nova versão da pesquisa Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas. Neste post estamos contextualizando sua aplicação e analisando de forma ampla os principais resultados. Confira.

