Posts Tagged ‘estratégia’
Sustentabilidade: uma abordagem financeira
Realizamos, em 11/05, nosso primeiro workshop “Sustentabilidade: uma abordagem financeira”. Estiveram presentes quase 40 participantes e pudemos ter um dia de intensa troca. Devido ao sucesso do encontro e da grande procura, resolvemos disponibilizar novas turmas para 2012. Desta vez, faremos os encontros na sede da Gestão Origami e cada turma estará limitada a 10 participantes apenas.
A programação horária e de conteúdo pode ser baixada nesse link.
Para os interessados, favor entrar em contato com a Origami e falar com a Jaqueline, responsável pelas inscrições.
O workshop é gratuito.
Abraços
Aerton
Negócios sociais: os demais não são ?
Depois de meu primeiro post “Destilando”, resolvi aprofundar cada um dos cinco vetores de transformação social, criando assim um novo post, o “Sustentabilidade: onde estamos. Para onde vamos”. Lendo-o novamente hoje pela manhã, fiquei estimulado a mergulhar um pouco mais em um aspecto nele citado, reproduzido no seguinte trecho:
…o que conseguiram, isso é certo, foi a criação de uma forma de repensar certas práticas inserindo nelas novas variáveis. Penso que o foco motivador foi descobrir uma nova forma de tratar um problema a partir das mesmas premissas anteriores e não a criação de uma nova premissa transformadora da realidade…. Read the rest of this entry »
Sustentabilidade: onde estamos ? Para onde vamos ?
Em aprofundamento ao meu último post, onde trouxe cinco grandes mudanças na sociedade que impulsionam a sustentabilidade no âmbito corporativo, vou hoje explorar o primeiro deles, a saber: a finitude dos recursos naturais, enquanto internalização de percepção pela sociedade.
Destilando
Nos últimos 3 anos estivemos desenvolvendo análises de valor (econômico e financeiro) sobre setores econômicos e sustentabilidade. Nosso propósito foi conceber algo a apresentar a investidores nacionais e internacionais sobre quais os potenciais riscos e oportunidades para empresas quando analisadas pela perspectiva socioambiental. Estes estudos decorrem de nosso apoio a organizações que adotaram os Principles for Responsible Investment (PRI) da ONU (Asset Managers, Corretoras de Valores e investidores privados e institucionais). Read the rest of this entry »
Chega de só falar
As vezes sinto que algo me incomoda muito no discurso da sustentabilidade aqui no Brasil. Sempre os mesmos interlocutores, sempre os mesmos protagonistas, as mesmas empresas, as mesmas entidades. E o pior: o mesmo discurso.
Nos últimos 10 anos o viés de resultado tem sido relativamente o mesmo: pactos, protocolos, códigos, regras, guias, pesquisas. Um certo “panfletarismo” em excesso e sem fim. Além dessas, outras abordagens propondo reflexões transcendentais, felicidade como alvo, bucolismo rural como resposta à urbanização desenfreada, o romantismo de uma humanidade que nunca existiu e de certo não haverá de existir tão cedo. Read the rest of this entry »
Triggers: gatilhos em prol da sustentabilidade
Existem fatos que me chamam à atenção não pelo que são, mas por como se dão. A situação em curso no Egito, onde o regime está em jogo, não teve seu início nele e tampouco se esgotará nele, alastrando-se a outros países da região como as notícias apontam. O processo teve o início, um “trigger”, com um jovem vendedor de frutas ateando fogo ao seu próprio corpo por ter sido continuamente roubado e humilhado por policiais na Tunísia.
A partir deste ponto, protestos tomam conta do país, espalham-se para outros países, invadem as redes sociais, levam milhões de pessoas à rua, movimenta a imprensa no mundo todo, aciona líderes das principais nações a se posicionarem e daí por diante precisamos esperar pois os desdobramentos ainda não terminaram. Certamente, sejam quais forem, é consenso entre os analistas que este evento marca um momento importante para a história mundial. Read the rest of this entry »
Olhando adiante: o ano é 2050
É frequente discutirmos sobre o “longo prazo” na sustentabilidade. Não que o desenvolvimento de uma agenda de sustentabilidade pressuponha uma clara visão de futuro, até porque muitas das medidas já respondem a questões do presente.
Todavia, quando somos chamados a auxiliar as organizações no desenvolvimento de suas Agendas Estratégicas de Sustentabilidade, tendemos a lidar com maior intensidade nas questões de longo prazo.
Entretanto, qual é horizonte de tempo (em anos) que um alto executivo está disposto a colocar em seu radar de análise ? Se colocássemos, por exemplo, o ano de 2050 como alvo para compreendermos os desafios futuros da sociedade e, consequentemente, dos negócios da empresa nesse contexto, teríamos como atrair a atenção das liderança ? Read the rest of this entry »
Nossa miopia
Nos últimos meses estive completamente tomado com estudos setoriais de sustentabilidade encomendado por um de nossos clientes do sistema financeiro. Trata-se de um asset manager de relevada expressão no Brasil e que é signatário dos Princípios do Investimento Responsável e, para fazer valer seu compromisso voluntário, encomendou à Origami que estudássemos diversas empresas de capital aberto no país e no exterior, visando fornecer a seus analistas os elementos de como compreender estas operações à luz da sustentabilidade. Read the rest of this entry »
Atratividade de negócio ou de idéias ?
Pois é. Já se vai tempo desde o meu último post, de julho deste ano. Estamos praticamente entrando em novembro e eis que apareço aqui novamente. Mas tem uma explicação: como consultor, chega uma época do ano (essa, em especial) em que tempo é um recurso escasso. Ao mesmo tempo, a intensidade da profissão nesta época é uma fonte de novas informações, aprendizados e para o revigoramento das opiniões acerca da sustentabilidade e seus desafios.
Neste meu período de ausência do blog estive (estou ainda) envolvido em projetos muito interessantes, em sua maioria por demais desafiadores. Um deles em especial, que tem nos levado na Origami a estudar em profundidade diversos setores da economia e as principais empresas de capital aberto do país no campo da sustentabilidade, tem nos colocado diante de situações que certamente renderão muitos posts nos próximos meses.
Mas a questão que eu quero trazer hoje é essa: estamos realmente dispostos a inovar ou não ? Read the rest of this entry »
De playground reformados a lixeiras sonoras
Hoje meu post é curto, dado que seu conteúdo pode ser conferido na edição de julho/2010 da Revista Página 22, da FGV, cuja entrevista concedi à jornalista Amália Safatle.
Confira aqui.
Torre de Babel
Você já se sentiu falando em outro idioma na sua empresa quando o tema é sustentabilidade ? A Torre de Babel, segundo a narrativa bíblica no Gênesis, foi uma torre construída com o objetivo que o cume chegasse ao céu. Deus parou o projeto ao confundir a sua linguagem e espalhar o povo sobre toda a terra. A cada nova reunião com empresas que querem discutir sustentabilidade, me deparo com formas cada vez mais variadas de entendimento dos outros sobre do que estamos realmente tratando. O termo, se por um lado foi útil para criar um movimento, por outro lado padece de compreensão. Se eu lhe pergunto “quer água?” e você entende que água é café, poderá dizer não quando na verdade estava com sede. É mais ou menos isso o que venho observando e, na tentativa de criar uma forma mais adequada de entendimento, venho também tentando criar formas mais claras, objetivas e diretas de explicar sustentabilidade para cada público específico. O post é longo pois a simplicidade dificilmente é atingida sem um longo caminho. Read the rest of this entry »
Triple bottom line ?
Está com dificuldade de fazer a sustentabilidade começar a fazer parte da estratégia da empresa ?
Tem sentido que está cada vez mais difícil conseguir horário para falar com as pessoas sobre sustentabilidade ?
Tem ouvido com freqüência que as ações acordadas não decolam porque não estavam nas metas ?
Pois é… bem vindo ao mundo pragmático. Tem como sair dessa ? Tem.
Analistas: vocês têm a força !
Há algum tempo ouço afirmarem que empresas sustentáveis têm melhores resultados e portanto, aquelas que tem seu capital aberto, tendem a ter suas ações em bolsa valorizadas. Ocorre que também ouvimos, com quase a mesma freqüência dos profissionais que analisam estes mesmos mercados, que não existe ainda uma comprovação estatística definitiva a esse respeito.
O mesmo acontece quando discutimos o assunto com profissionais que analisam risco de crédito de empresas: eles ainda não conseguiram comprovar que a sustentabilidade reduz riscos e portanto igualmente o valor final a ser cobrado no pacote de preço para as operações. Read the rest of this entry »
Afinal, do que estávamos falando ?
Fundação Dom Cabral libera nova versão da pesquisa Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas. Neste post estamos contextualizando sua aplicação e analisando de forma ampla os principais resultados. Confira.
Cadê o foco ?
A agenda da sustentabilidade é extensa, tematicamente diversa demais. As empresas, quando resolvem entendê-la com um pouco mais de profundidade para decidir qual será seu posicionamento, se assustam com tamanha abrangência. O importante é definir o que é importante. Neste post, vamos discutir um pouco mais sobre algumas formas viáveis de se definir uma agenda estratégica de sustentabilidade, seu foco. Ele é extenso por tratar de metodologias e técnicas aplicáveis, não sendo portanto possível dividi-lo em posts menores.
E quando o termo atrapalha ?
Parece coisa pequena o que vou comentar hoje, mas refere-se às conseqüências do uso do termo “sustentabilidade” com pessoas de empresas que ainda não navegaram por esses mares. O que no passado recente soava à contemporaneidade em alguma medida, cada vez mais assume diversas e controversas interpretações e com freqüência atrapalham o andamento da inserção da mesma na estratégia da empresa.


