Índices de Sustentabilidade: como conquistar um lugar ou melhorar desempenhos com a gestão de riscos na cadeia de suprimentos

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Em todo o mundo as empresas estão cada vez mais atentas e dispostas a desenvolver ações e práticas de fortalecimento e mitigação de riscos financeiros e reputacionais da cadeia de fornecedores. Mas além de reduzir fatores negativos, uma cadeia de suprimentos sustentável gera valor às organizações. Um dos caminhos para que essas ações sejam conhecidas e incrementadas são os índices de sustentabilidade, que revelam para a sociedade as organizações de fato comprometidas com o desenvolvimento sustentável.

Os índices no Brasil e no mundo

O primeiro índice de sustentabilidade para uma bolsa de valores foi o Dow Jones Sustainability Indexes (DJSI), criado em 1999 para a bolsa de Nova York. No Brasil e América Latina o primeiro foi o ISE da BM&F Bovespa, de 2005, em São Paulo. O DJSI é calculado e analisado de maneira semelhante ao Dow Jones Global Indexes e sub-categorizado em dois índices: o DJSI World e DJSI STOXX, esse último composto de empresas europeias. O ISE, por sua vez, foi originalmente financiado pelo International Finance Corporation (IFC), braço privado do Banco Mundial e sua metodologia é de responsabilidade do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas.

Tratando de Brasil, o ISE é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na BM&FBOVESPA, sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. O índice também amplia o entendimento sobre empresas e grupos comprometidos com a sustentabilidade, diferenciando-os em termos de qualidade, nível de compromisso com o desenvolvimento sustentável, equidade, transparência e prestação de contas, natureza do produto, além do desempenho empresarial nas dimensões econômico-financeira, social, ambiental e de mudanças climáticas.

Como são as avaliações?

O ISE segue o conceito internacional Triple Botton Line (TBL) que avalia, de forma integrada, aspectos econômico-financeiros, sociais e ambientais das empresas, juntamente com critérios e indicadores de governança corporativa. A carteira com as empresas mais sustentáveis eleitas pelo ISE vigora por um ano, e as organizações são selecionadas com base nas suas respostas a um questionário público, que traz questões sobre planejamento, comunicação com stakeholders, gestão e responsabilidade ambiental, relações de trabalho e com a comunidade, relações com clientes e consumidores, e relações com fornecedores, entre outras.

Diferente do ISE, o DJSI não publica o seu questionário. Todos os anos, centenas de empresas globais são convidadas a participar da avaliação que elege apenas 10%, de cada setor, para compor o índice, a partir da análise de aspectos relativos à performance econômica, social e ambiental. A relação de empresas é uma referência para investidores de todo o mundo, mais um importante motivador.

Cadeia de fornecedores

Contar com uma gestão de riscos na cadeia de fornecedores trata-se de algo prioritário para as empresas que almejam integrar os índices. Entre algumas questões que são avaliadas estão os processos e procedimentos implementados em relação a gestão de fornecedores, ações que promovam o engajamento desses parceiros e outros aspectos. Assim sendo, a construção de cadeias de suprimentos sustentáveis auxilia de forma efetiva as empresas a ingressar nos índices de sustentabilidade ou mesmo melhorar o seu desempenho caso já participem.

Veja algumas questões relacionadas a cadeia de fornecedores que constituíram o questionário do ISE 2017:

A companhia possui processos e procedimentos implementados em relação a gestão de fornecedores? Se sim, estes processos e procedimentos consideram:

– Princípios e práticas de sustentabilidade e responsabilidade empresarial?
– A análise dos impactos econômicos, sociais e ambientais desta relação?
– A contribuição intencional e pragmática a uma agenda local/ nacional de desenvolvimento?

A companhia tem planos, processos e procedimentos visando promover o engajamento de seus fornecedores com aspectos de curto e médio prazos relacionados ao negócio? Se sim, estes planos, processos e procedimentos consideram explicitamente:

– Valores e compromissos da companhia?
– Aspectos de sustentabilidade?
– Contribuições pragmáticas ao desenvolvimento socioeconômico das comunidades do entorno?
– Canais de diálogo com fornecedores?
– Aspectos relacionados à valorização e ao desenvolvimento de pequenas e médias empresas?
– Aspectos relacionados à promoção do consumo consciente?

A companhia adota critérios de desempenho ambiental e cumprimento da legislação ambiental na seleção ou no desenvolvimento de fornecedores de bens e serviços críticos, e verifica seu atendimento?

Vale ressaltar que, além das perguntas específicas sobre gestão da cadeia de fornecedores, tanto o ISE quando o DJSI realizam uma análise reputacional das empresas participantes. Neste sentido, não basta apenas ser capaz de responder os indicadores,  é necessário uma gestão sólida e que seja eficaz em mitigar o risco de que práticas inadequadas dos fornecedores respinguem na reputação da empresa.

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