Archive for the ‘Consumidor’ Category

Distribuição dos benefícios da biodiversidade: o ponto de vista local

Reproduzo abaixo reportagem que escrevi para a edição 46 da revista Pagina 22, editada pela Fundação Getúlio Vargas. O texto original pode ser lido aqui.

Nas comunidades do Vale do Ribeira, o desafio de garantir e repartir benefícios a partir do uso sustentável da biodiversidade Read the rest of this entry »

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The Fun Theory – Diversão e mudança de comportamento

A Volkswagen lançou uma campanha viral chamada The Fun Theory, baseada no princípio de que a diversão pode fazer as pessoas mudarem seus comportamentos para melhor. Read the rest of this entry »
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Os economistas e a sustentabilidade

Na noite de 14/09 houve mais um encontro da série “Diálogos de Sustentabilidade”, promovida pelo Banco Itaú desde 2006. Desta vez, estiveram debatendo os economistas Luiz Gonzaga Belluzzo, José Roberto Mendonça de Barros e José Eli da Veiga. O diálogo foi intermediado pelo jornalista Ricardo Arnt, organizador do livro “O que os economistas pensam sobre sustentabilidade”, também lançado nessa noite, e que conta com os pontos de vista dos economistas já citados e de outros 12, como Delfim Neto, Maílson da Nóbrega, Sérgo Besserman Vianna e Pérsio Arida. Read the rest of this entry »

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Guia estimula o uso consciente de produtos eletrônicos

A Itautec lançou o Guia do Usuário Consciente de Produtos Eletrônicos. O documento está disponível para download aqui e estará disponível também nos pontos de venda. A Gestão Origami prestou a assessoria necessária para a edição e produção do conteúdo da publicação. Read the rest of this entry »

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Como usar as mídias sociais para gerar transformação imediata? Caso Greenpeace X Nestlé traz interessantes pistas

Faz uns dois meses o Greenpeace resolveu pegar no pé da Nestlé, que tem como atributo de marca o conceito de “Good Life, Good Food”, pelas compras de óleo de dendê que a empresa faz junto à Sinar Mas, tida como uma das maiores destruidoras de florestas da Malásia, para a produção do chocolate Kit Kat. Read the rest of this entry »

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Por que os consumidores brasileiros não consomem produtos sustentáveis?

Consumidores e consumo sustentávelA Revista Época desta semana traz uma interessante reportagem sobre o aparente descaso dos consumidores em geral para os produtos que agridem menos o meio ambiente, mesmo quando são mais baratos do que os congêneres normais. Um dos exemplos citados é o do amaciante Comfort concentrado, da Unilever, que tem um quarto do tamanho do convencional e custa 20% menos. O produto economiza 79% de água, 58% de plástico na embalagem e 67% dos caminhões no transporte. Apesar disso, segundo a reportagem, de cada 10 amaciantes Comfort vendidos no Walmart, apenas quatro são concentrados.

Há outros exemplos citados, como papéis higiênicos, sabão em pó e até telefones feitos com materiais reciclados. Todos com custo igual ou menor que os originais e, apesar disso, vendendo menos do que se poderia esperar.  Algumas explicações experimentadas apontam para hábitos de compra dos consumidores ou desinformação pura e simples. Read the rest of this entry »

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Sacolas insustentáveis

sacola_passaroO Brasil consome em média 33 milhões de sacolas plásticas por dia, um bilhão por mês, 12 bilhões por ano. São números absolutamente impressionantes, que dão uma idéia do monumental desperdício e do impacto ambiental causado pelas prosaicas sacolinhas que recebemos a cada vez que vamos ao supermercado. Praticamente não existe um lugar aonde vamos sem encontrar uma delas, enroscada em galhos de árvores, entupindo bueiros, voando jogada pelos ventos. Ou matando mais de 100 mil animais por ano no mundo.

O Ministério do Meio Ambiente e a rede de supermercados Wal-Mart estão desenvolvendo a campanha “O saco é um saco”, para chamar a atenção dos consumidores para estes números incríveis e estimular soluções ecologicamente mais sustentáveis. Aliás, o impacto das sacolas começa no processo de produção, já que são feitas a partir de petróleo ou gás naturais. Isso para produzir um artigo absolutamente descartável.

A campanha quer estimular os consumidores a dizer “não” ao uso de sacolas plásticas e adotar alternativas, como sacolas reutilizáveis ou alguma outra alternativa. No meu caso, peço que os produtos que compro sejam acondicionados, sempre que possível, em caixas de papelão. Outra coisa que estou pensando em adotar é comprar um engradado de plástico e usá-lo de forma permanente para trazer os produtos que compre.

O site do Ministério do Meio Ambiente dedicado à campanha está cheio de informações interessantes e traz muitas dicas sobre como escapar do uso das onipresentes sacolinhas de plástico.

O José Júnior, do AfroReggae, estrela o excelente vídeo da campanha. Vejam abaixo.

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Sustentabilidade e mercado bancário

logo_banca_eticaUm banco cuja atuação se norteia por princípios éticos e que usa o dinheiro dos correntistas, poupadores e investidores em iniciativas socioeconômicas voltadas para o desenvolvimento econômico e social sustentável. Utopia? Pode ser, mas a experiência existe há mais de 10 anos na Itália. É a Banca Popolare Etica, baseada na cidade de Padova e com filiais em todo o país.

A Banca Etica está constituída segundo a legislação bancária italiana e compete no mercado com os bancos tradicionais. Seu ideal não é o de rechaçar as regras fundamentais do mercado financeiro, mas “reformar” os valores sobre os quais elas se fundamentam. Para isso, o banco atrai investidores e correntistas interessados em garantir que seus investimentos serão usados exclusivamente no crédito a iniciativas de impacto social. Ao mesmo tempo estimula os projetos financiados a desenvolverem suas capacidades operacionais e empresariais para que se tornem auto-sustentáveis.

A Banca Etica conta com um capital de mais de 24 milhões de Euros e tem 31 mil sócios, dos quais 26 mil são pessoas físicas e cerca de cinco mil são pessoas jurídicas, além de financiar cerca de 3.700 projetos. No ato do depósito em conta, poupança ou investimento o correntista indica  para qual atividade quer dirigir o seu investimento. Entre as opções há proteção ambiental, qualidade de vida, atividades esportivas, voluntariado internacional e comércio justo e solidário.

O investidor também pode indicar a taxa de juros que quer que seja aplicada no crédito dado a partir do seu investimento: de zero até uma taxa pré-definida. A Banca Etica também participa de um sistema internacional que garante a transferência internacional ética de dinheiro.

Os sócios se organizam em mais de 60 associações que funcionam como ponto de encontro e promoção de atividades sociais e culturais. Servem também como canal para acompanhar os projetos financiados pelo banco no âmbito local. Estas associações garantem também o contato direto da estrutura do banco com a realidade das comunidades.

Visite o site da Banca Etica aqui (em italiano). A versão em inglês, mas simplificada, está aqui.

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Ilha das Flores

ilha_das_floresA singela história de um tomate, desde que é plantado, até ser colhido, comercializado por um supermercado, comprado por uma dona-de-casa, descartado por já estar se estragando, jogado fora na lata de lixo, ir para um lixão e ser finalmente disputado por porcos, mulheres e crianças. Esta saga é o fio condutor do clássico Ilha das Flores, curta-metragem de 1989 escrito e dirigido pelo cineasta gaúcho Jorge Furtado. 20 anos depois o curta segue com sua temática atualíssima e dificilmente deixa indiferente a quem o assiste.

Ilha das Flores ganhou vários prêmios ao longo dos anos e chegou a ser eleito em 1995 pela crítica européia como um dos 100 mais importantes curtas-metragens de todos os tempos. Também entrou na lista dos 1001 filmes para ser vistos antes de morrer. Nestes tempos de busca pela sustentabilidade, a “Ilha das Flores” retratada por Jorge Furtado segue lançando o desafio de como obter justiça econômica, política e social.

Abaixo o curta no Youtube. Se nunca o assistiu, tire 10 minutos para vê-lo. Vale à pena!

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Vestir sustentável

A sustentabilidade está também em nossas roupas e na maneira como nos vestimos. É o que nos lembra o Instituto Ecotece, fundado em 2005 pela jornalista Ana Cândido. Ela foi mordida pela idéia do “vestir consciente” quando, em uma viagem, viu um varal de roupas estendidas e passou a se perguntar qual era a história das pessoas que vestiam aquelas roupas. Ficou claro que o ato de vestir-se, mais do que a satisfação de um desejo pessoal, engloba toda uma cadeia de valores e de produção com impacto direto no meio ambiente.

Assim, para o Instituto Ecotece, o “vestir consciente” se traduz na promoção da consciência social e ambiental pelo ato cotidiano de vestir, colocando do mesmo lado a beleza da roupa e um mundo sustentável. É um conceito muito inovador que implica repensar ações cotidianas aparentemente triviais como escolher a calça jeans que vamos comprar ou o vestido para a festa de gala pensando no impacto social e ambiental do processo de confecção das peças.

Visite o site do Instituto Ecotece para saber mais o Vestir Consciente. Eles mantêm um blog muito bom. Veja aqui.

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