Archive for the ‘Sociedade Civil’ Category

Guia estimula o uso consciente de produtos eletrônicos

A Itautec lançou o Guia do Usuário Consciente de Produtos Eletrônicos. O documento está disponível para download aqui e estará disponível também nos pontos de venda. A Gestão Origami prestou a assessoria necessária para a edição e produção do conteúdo da publicação. Read the rest of this entry »

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Paraty, Cidade da Sustentabilidade

Uma das mesas mais interessantes da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), e paradoxalmente menos noticiada, foi a que reuniu um público significativo, composto em sua maioria por moradores locais, para discutir o presente e o futuro de Paraty a partir das lições do passado e baseado no conceito de “cidades criativas”. Read the rest of this entry »

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“Desaquecimento” global – comunicação transformando incerteza em negação

Uma “história da Carochinha” de proporções globais começou a ser construída há alguns anos, tem sido comprada por boa parte da mídia internacional e já influencia a opinião pública em diversos países.  O enredo é simples: ao contrário do que se diz, a ciência por trás do aquecimento global não pode afirmar com absoluta certeza que a temperatura do planeta está aumentando e, no caso de isto estar acontecendo, que são os seres humanos os responsáveis pelo processo. Sendo assim, as ações que vem sendo propostas para controlar ou reduzir a emissão de gases de efeito estufa pelas atividades humanas seriam exageradas e/ou desnecessárias. Read the rest of this entry »

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Como usar as mídias sociais para gerar transformação imediata? Caso Greenpeace X Nestlé traz interessantes pistas

Faz uns dois meses o Greenpeace resolveu pegar no pé da Nestlé, que tem como atributo de marca o conceito de “Good Life, Good Food”, pelas compras de óleo de dendê que a empresa faz junto à Sinar Mas, tida como uma das maiores destruidoras de florestas da Malásia, para a produção do chocolate Kit Kat. Read the rest of this entry »

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Desafios do Terceiro Setor no Brasil: transparência, sustentabilidade e ética

Dia desses me perguntaram quais seriam, na minha opinião, os desafios para o Terceiro Setor no Brasil. O primeiro desafio é o de definir o que é o Terceiro Setor, um conceito um tanto laxo que em geral abarca as organizações representativas da sociedade civil, como as ONGs, entidades filantrópicas, institutos e fundações empresariais e familiares. Ou seja, tudo aquilo que não é tipicamente governo ou setor privado lucrativo.

Mas na prática há três desafios importantes que estão intimamente relacionados: transparência/accountability, sustentabilidade e ética. Transparência/accountability no Terceiro Setor são elementos que estão em discussão há tempos. Eu, pelo menos, acompanho a discussão pelo menos há uns 20 anos, quando comecei minha vida profissional como estagiário em uma ONG do Rio de Janeiro. Read the rest of this entry »

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A música que embalou o nascimento do Greenpeace

Brothers and sisters in green peace…  Green peace is beautiful! And you are beautiful because you are here tonight. You came here because you are not on a death trip! You believe in life, you believe in peace, and you want them now!  By coming here tonight you are making possible a trip for life and for peace. You are supporting the first Green Peace project: sending a ship to Amchitka to try to stop the testing of hydrogen bombs there or anywhere!

Estas palavras lançaram publicamente o embrião do que viria a se transformar em poucos anos na maior e mais conhecida organização de defesa do meio ambiente do mundo. Eles saíram da boca de um dos seus fundadores, Irving Stowe, quando na noite de 10 de outubro de 1970 ele saudou as 10 mil pessoas presentes no Pacific Coliseum, em Vancouver, para  um show que reuniu no mesmo palco os ídolos da folk music Phil Ochs, Joni Mitchell e James Taylor. Read the rest of this entry »

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Biocombustível gera polêmina na Suíça

A jatropha mocambicana

A jatropha moçambicana

Jatropha. Este é o nome de uma pequena castanha típica de Moçambique que está causando um debate nacional na Suíça. Ela é uma das apostas da empresa suíça Green Bio Fuel, que tem um projeto de construir uma usina para produzir 100 mil toneladas de biocombustível por ano a partir da pequena castanha.

O projeto recebe incentivos governamentais previstos na legislação que distribui reduções fiscais para biocombustíveis produzidos a partir de recursos renováveis. Mas está sendo bombardeados por ONGs e parlamentares que questionam o impacto do estímulo do plantio da Jatropha sobre a produção de alimentos.

Segundo um estudo publicado pela ONG Swaissaid a planta de Jatropha, também conhecida como nós purgativa, é sujeita a doenças fitossanitárias e, portanto, requereria grandes quantidades de água, adubo e pesticidas. Outros problemas incluiriam até questões sociais e políticas, como os casos de corrupção que estariam surgindo envolvendo autoridades locais e investidores potenciais.

O relatório da Swissaid chega ao mesmo tempo em que o parlamento suíço começa a discutir uma moção do deputado de esquerda Rudolf Rechtsteiner que pede uma moratória de cinco anos para a produção de biocombustíveis na Suíça.

Os contra-atraques não demoraram. Um porta-voz da empresa Green Bio Fuel foi taxativo ao qualificar o relatório e a moção como ações que na prática representam uma “política de obstrução que prejudica a Suíça.”

Jean Zigler, ex-relator especial da ONU pelo direito à alimentação, é taxativo quanto à questão: “Aquele que enche o tanque com biocombustível, cria fome nas populações do Sul.”

Fonte: Swiss Info

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Sustentabilidade e mercado bancário

logo_banca_eticaUm banco cuja atuação se norteia por princípios éticos e que usa o dinheiro dos correntistas, poupadores e investidores em iniciativas socioeconômicas voltadas para o desenvolvimento econômico e social sustentável. Utopia? Pode ser, mas a experiência existe há mais de 10 anos na Itália. É a Banca Popolare Etica, baseada na cidade de Padova e com filiais em todo o país.

A Banca Etica está constituída segundo a legislação bancária italiana e compete no mercado com os bancos tradicionais. Seu ideal não é o de rechaçar as regras fundamentais do mercado financeiro, mas “reformar” os valores sobre os quais elas se fundamentam. Para isso, o banco atrai investidores e correntistas interessados em garantir que seus investimentos serão usados exclusivamente no crédito a iniciativas de impacto social. Ao mesmo tempo estimula os projetos financiados a desenvolverem suas capacidades operacionais e empresariais para que se tornem auto-sustentáveis.

A Banca Etica conta com um capital de mais de 24 milhões de Euros e tem 31 mil sócios, dos quais 26 mil são pessoas físicas e cerca de cinco mil são pessoas jurídicas, além de financiar cerca de 3.700 projetos. No ato do depósito em conta, poupança ou investimento o correntista indica  para qual atividade quer dirigir o seu investimento. Entre as opções há proteção ambiental, qualidade de vida, atividades esportivas, voluntariado internacional e comércio justo e solidário.

O investidor também pode indicar a taxa de juros que quer que seja aplicada no crédito dado a partir do seu investimento: de zero até uma taxa pré-definida. A Banca Etica também participa de um sistema internacional que garante a transferência internacional ética de dinheiro.

Os sócios se organizam em mais de 60 associações que funcionam como ponto de encontro e promoção de atividades sociais e culturais. Servem também como canal para acompanhar os projetos financiados pelo banco no âmbito local. Estas associações garantem também o contato direto da estrutura do banco com a realidade das comunidades.

Visite o site da Banca Etica aqui (em italiano). A versão em inglês, mas simplificada, está aqui.

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Britânicos lançam campanha pelo corte de emissão de carbono

10_101º. de setembro marca o lançamento de uma campanha no Reino Unido para levar o país a cortar 10% de suas emissões de carbono até o fim de 2010. “10:10” é o símbolo da ambiciosa campanha, que já está tendo uma adesão acima do esperado de diversos setores da sociedade. O respeitadíssimo jornal The Guardian usou toda a sua primeira página para expressar sua adesão e convocar os leitores a também aderirem.

A ideia é que cada um – pessoas, empresas, organizações, governos – assumam compromissos públicos e mensuráveis de corte da emissão de carbono em pelo menos 10%. No site da campanha é possível preencher um formulário simples de adesão e já buscar por formas concretas de cortar as emissões de carbono.

Para as pessoas físicas, por exemplo, é possível ler o exemplo de uma família real típica e seu esforço para cortar as emissões familiares de carbono. Vejam o exemplo aqui. No caso de empresas há estudos de casos e até um “pacote de convencimento” (persuasion pack)  com os argumentos e metodolodias para cortar a emissão de carbono. Vejam aqui. Até as universidades e escolas têm um espaço com exemplos e seu próprio “pacote de convencimento”, que pode ser visto e baixado aqui.

O interessante da campanha 10:10 é que põe sobre a mesa o desafio concreto e de curto prazo de levar o Reino Unido a dar uma contribuição real para a luta contra o aquecimento global. Isso às vésperas da Conferência de Copenhagen, de onde o mundo espera que saia um novo acordo sobre o clima. É uma maneira de pressionar o governo britânico a tomar uma posição mais proativa em um tema capital para o futuro da humanidade.

O site da campanha 10:10 pode ser visitado aqui. Vale à pena também visitar, aqui, a área do jornal The Guardian dedicada ao tema.

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Vestir sustentável

A sustentabilidade está também em nossas roupas e na maneira como nos vestimos. É o que nos lembra o Instituto Ecotece, fundado em 2005 pela jornalista Ana Cândido. Ela foi mordida pela idéia do “vestir consciente” quando, em uma viagem, viu um varal de roupas estendidas e passou a se perguntar qual era a história das pessoas que vestiam aquelas roupas. Ficou claro que o ato de vestir-se, mais do que a satisfação de um desejo pessoal, engloba toda uma cadeia de valores e de produção com impacto direto no meio ambiente.

Assim, para o Instituto Ecotece, o “vestir consciente” se traduz na promoção da consciência social e ambiental pelo ato cotidiano de vestir, colocando do mesmo lado a beleza da roupa e um mundo sustentável. É um conceito muito inovador que implica repensar ações cotidianas aparentemente triviais como escolher a calça jeans que vamos comprar ou o vestido para a festa de gala pensando no impacto social e ambiental do processo de confecção das peças.

Visite o site do Instituto Ecotece para saber mais o Vestir Consciente. Eles mantêm um blog muito bom. Veja aqui.

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